TODA DOR É UM RECOMEÇO

maio 31, 2011





TODA DOR É UM RECOMEÇO

Noite vaga como a lua
Confissões sobre a mesa
  Opressivamente paira o silêncio
Deito-me sobre as farpas
Pouca comoção contida no olhar
Confessou não mais me amar.

A lua refugiou-se de desgosto
Deito-me em um quarto escuro
  Refulgente mente a chorar
A dor era minha lei súbita desespero
De morrer trucidada por sentimentos

Penso viajar para bem longe
A onde a dor e a saudade não me encontre
Entro em uma desorganização profunda
Ouço sua voz sinto sua respiração
Tudo reflexos de lembranças vividas

O tempo passa e já é verão
Mais em meu coração é inverno
Um inferno infinito aqui dentro
Eu quero sair daqui não me deixem
Morrer dentro de mim mesma

Um corpo jogado no chão em suspiros
Arrastado pela solidão de amar
Esperança chega com outono
Onde suas folhas caem em plena renovação
Emanando uma beleza sem igual
Tudo de renova pois toda dor é um recomeço

(Rosi Alves)

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